Thalurania

Thalurania é um gênero da família Trochilidae de aves Apodiformes. Composto somente por três espécies com plumagens muito vistosas e iridiscentes, ocorrendo o dimorfismo sexual. Alimentam-se basicamente de insetos e néctar e apresentam ampla distribuição geográfica.

Thalurania furcata - beija-flor-tesoura-verde

o beija-flor-tesoura-verde mede cerca de 9,7 cm de comprimento. Macho com partes superiores esverdeadas, garganta verde-metálica, peito e barriga azul-violeta-brilhante; fêmea com as partes inferiores cinza.

Comum no sub-bosque de florestas altas, capoeiras e florestas de várzea. Vive solitário, defendendo seu território de maneira agressiva.

Presente em quase todo o Brasil, da Amazônia ao Paraná. Encontrado também do México à Bolívia, Paraguai e Argentina.

Thalurania glaucopis - beija-flor-de-fronte-violeta

O beija-flor-de-fronte-violeta mede aproximadamente 11,1cm. Verde brilhante de boné azul-violeta, tufos do crisso brancos, retrizes azul-aço, bico negro. A fêmea apresenta as partes inferiores brancas sujas, retrizes laterais com pontas brancas, testa e lado inferior às vezes lavados de canela.
Sua manifestações sonora, se dá pelo canto: “tirip-trip-trip-ti-tri…”.

Habita florestas altas, capoeiras e jardins. Durante as horas da sua maior atividade é muito agressivo. Toma banho na chuva. Tem necessidade de tanta limpeza devido, ao constante contato com o líquido viscoso das flores. Gosta de tomar banho de sol e se espreguiça após o descanso. Dorme de bico para a frente, a cabeça um pouco levantada, posição semelhante a que assume durante a chuva e quando canta. Coloca freqüentemente as asas por baixo da cauda. Pousa abertamente num galho fino para dormir.

Presente da Bahia e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, para oeste até o Mato Grosso. Encontrado também no Uruguai, Paraguai e Argentina.

Thalurania watertonii - beija-flor-de-costas-violetas

Espécie ameaçada de extinção

Em muitas espécies de beija-flores, o dimorfismo no bico está associado ao dicromatismo de plumagem, onde machos de plumagem mais brilhantes e iridescentes, como os de T. watertonii, apresentam bicos mais curtos, e as fêmeas, com plumagem menos vistosa, apresentam bicos maiores. Essas diferenças encontradas na morfologia do bico e na plumagem devem estar associadas a diferenças sexuais relacionadas à dominância e uso de recursos, uma vez que os machos dominantes reivindicam acesso a aglomerados densos ricos em néctar, de flores mais curtas. Desta forma, as fêmeas subordinadas são levadas a forragear por recursos pobres em néctar e mais dispersos.

Ave endêmica da Mata Atlântica nordestina. Habita as florestas estacionais semideciduais, as matas ombrófilas, e as áreas úmidas de elevada altitude que são encontradas em regiões semi-áridas de Pernambuco e Paraíba, denominadas brejos de altitude

Referências